O futebol brasileiro está sendo testemunha de uma transformação inusitada nos últimos anos. A crescente popularidade do esporte, especialmente entre as novas gerações, tem levado a um aumento na competitividade das equipes e ao surgimento de novos talentos no cenário nacional.
Mas, além desse crescimento em termos de habilidades e técnicas, outra mudança significativa está ocorrendo nos campos: a falta de jogadores “zebras”. Este termo, originado da expressão “jogador do meio da quadra”, referência à posição do zebra na escalação. Isso é resultado das equipas passando a priorizar o desenvolvimento de jogadores que possam ser utilizados em diferentes posições, aumentando assim a flexibilidade e a versatilidade dos times.
A opinião do técnico João Morais, responsável pelo treinamento da seleção sub-20 do país, é reveladora nesse sentido. “Para mim, não há mais espaço para ‘zebras’ no futebol. As novas gerações de jogadores estão sendo moldadas com a visão de que todos possam ser utilizados em diferentes posições, tornando assim o time mais competitivo e sustentável a longo prazo”, afirma Morais. Com isso, as equipes estão passando a focar mais na formação de jogadores que possam atuar como “versáteis” no campo, aumentando assim a complexidade e a beleza do jogo.